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Declarações

Declaração da IHRDA na 56ª Sessão Ordinária da CADHP

A IHRDA emite uma declaração sobre o assassinato do Prof. Gilles Cistac em Maputo, Moçambique, na 56ª Sessão da CADHP.

DECLARAÇÃO À 56ª SESSÃO ORDINÁRIA DA COMISSÃO AFRICANA DE DIREITOS HUMANOS E DOS POVOS, BANJUL (GÂMBIA), DO INSTITUTO PARA OS DIREITOS HUMANOS E O DESENVOLVIMENTO NA ÁFRICA, SOBRE O ASSASSINATO DO PROFESSOR GILLES CISTAC EM MAPUTO, MOÇAMBIQUE.

Presidente, Ilustres Comissários, Dignitários do Estado, Damas e Senhores ilustres.

Gostaríamos de chamar a atenção da Comissão para o assassinato do Professor Gilles Cistac em Maputo, Moçambique. O Professor Cistac era um ativista dos direitos humanos e professor de direito na Universidade Eduardo Mondlane. Foi membro do Conselho da IHRDA e figura central num debate sensível sobre a autonomia das províncias de Moçambique e a descentralização do poder.

Segundo relatos, o professor Cistac foi morto a tiros por quatro homens armados não identificados, que continuam foragidos. Ele estava a caminho do trabalho no dia 3.rd Em março de 2015, ele foi baleado e morto.

Entendemos que as autoridades moçambicanas estão conduzindo uma investigação, mas que esta está sendo realizada em sigilo e que os autores do crime, embora identificados, ainda estão foragidos. Isso contraria as disposições dos artigos 1, 4 e 9 da Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, bem como outros instrumentos internacionais de direitos humanos dos quais Moçambique é signatário, que impõem ao governo moçambicano a responsabilidade de investigar casos de privação da vida, como este, levar os autores à justiça e fornecer informações sobre tais investigações ao público.

Além disso, temos conhecimento de que certos indivíduos ameaçaram amigos, colegas e familiares do Professor Cistac, e que o Professor Cistac, antes de falecer, notificou o governo de que estava sob ameaça e solicitou proteção governamental.

Instamos a Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos a instar o governo de Moçambique a:

  1. Realizar uma investigação transparente e eficaz sobre as circunstâncias da morte do Professor Cistac;
  2. Fornecer informações públicas explicando o raciocínio do governo para ignorar os pedidos de proteção do Professor Cistac, em violação do Artigo 3 da Carta Africana;
  3. Garantir a proteção adequada da família, dos amigos e dos colegas do Professor Cistac;
  4. Incentivar os cidadãos de Moçambique a respeitar o direito dos outros à liberdade de expressão, conforme previsto no artigo 9.º da Carta.

Presidente, Ilustres Comissários, Dignitários do Estado, Damas e Senhores ilustres.

Agradecemos à Comissão pela sua consideração.
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Oludayo Fagbemi, Oficial Jurídico, apresenta a declaração.

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