A comunidade núbia no Quênia sofre com a negação persistente de seus direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais, pois não são considerados cidadãos quenianos, apesar de viverem no país há mais de um século. Essa negação de cidadania os priva do acesso a empregos e do direito ao voto e ao trabalho no setor formal. Isso significa que a maioria dos núbios permanece em extrema pobreza. Eles sofrem com baixos níveis de renda, acesso precário a serviços de saúde, desnutrição, analfabetismo, baixo nível de escolaridade e falta de acesso a serviços sociais básicos.
Em novembro de 2005, o Instituto para os Direitos Humanos e o Desenvolvimento na África (IHRDA), a Open Society Justice Initiative (OSJI) e o Centro para o Desenvolvimento dos Direitos das Minorias (CEMIRIDE) apresentaram uma comunicação à Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos (a Comissão) em nome da comunidade núbia no Quênia, alegando violação dos seguintes direitos previstos na Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos:
Artigo 1.º – Obrigações dos Estados-Membros
Artigo 2 – Direito à não discriminação
Artigo 3 – Direito à Igualdade
Artigo 5º – Proibição da tortura e dos tratamentos cruéis, desumanos e degradantes.
Artigo 7 – Direito a um julgamento justo
Artigo 12 – Direito à Liberdade de Movimento
Artigo 13 – Direito de Participação no Governo
Artigo 14 – Direito de Propriedade
Artigo 15 – Direito ao Trabalho
Artigo 16 – Direito à Saúde
Artigo 17 – Direito à Educação
Artigo 18 – Proteção da Família e dos Grupos Vulneráveis
Artigo 19 – Direito de todas as pessoas à igualdade e aos direitos
Em maio de 2007, o relatório de admissibilidade e os argumentos orais foram apresentados durante a 41ª sessão.rua sessão ordinária da Comissão em Accra, Gana. Após sua 46ªo Na sessão ordinária realizada em Banjul, Gâmbia, em novembro de 2009, a Comissão comunicou formalmente à IHRDA, à OSJI e à CEMIRIDE que a comunicação havia sido considerada admissível. Foram então convidadas a apresentar suas considerações sobre o mérito da questão, o que foi feito perante a 47ª sessão.o A sessão ordinária da Comissão também foi realizada em Banjul, Gâmbia, em maio de 2010. A decisão final sobre o mérito ainda está pendente.

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