Os meios de comunicação social desempenham um papel poderoso na formação da compreensão pública, influenciando as normas sociais e responsabilizando os detentores de deveres. Em nenhum lugar este papel é mais crítico do que na reportagem sobre crianças e questões relacionadas com crianças, onde as consequências do jornalismo irresponsável podem expor as crianças a danos, estigma e traumas ao longo da vida. Reconhecendo o potencial e a responsabilidade dos meios de comunicação social, a IHRDA, em parceria com a UNICEF Gâmbia e a União de Imprensa da Gâmbia (GPU), organizou uma formação de dois dias para jornalistas sobre “Direitos da Criança e Reportagem Ética sobre Questões Relacionadas com a Criança” em Banjul, Gâmbia, em Outubro de 2025.
A formação reuniu jornalistas, editores e profissionais da comunicação social de todo o país para reforçar a sua compreensão dos quadros de direitos da criança, das obrigações legais e dos padrões éticos, ao mesmo tempo que os dotou de ferramentas práticas para informar de forma responsável sobre questões sensíveis, como o abuso infantil, as práticas tradicionais prejudiciais e os processos judiciais que envolvem crianças. Um dos focos principais do envolvimento foi a denúncia de práticas prejudiciais e de violência baseada no género, particularmente a mutilação/corte genital feminino (C/MGF). Enquanto a Gâmbia se prepara para um caso histórico no Supremo Tribunal que contesta a constitucionalidade da proibição do C/MGF, os jornalistas foram dotados do conhecimento e da orientação ética necessários para cobrir o processo com precisão, responsabilidade e sem pôr em perigo as sobreviventes ou prejudicar a justiça.
Esta formação faz parte da estratégia mais ampla de advocacia da IHRDA para fortalecer os intervenientes nacionais que influenciam os ecossistemas de responsabilização. Ao investir nos jornalistas como aliados dos direitos da criança, a IHRDA está a trabalhar para garantir que as violações contra as crianças sejam expostas sem exploração, que os processos judiciais sejam relatados sem preconceitos e que o discurso público contribua para a reforma e não para o estigma.
O jornalismo ético não é simplesmente um padrão profissional; é uma obrigação de proteção da criança. Através de iniciativas como esta, a IHRDA continua a promover um ambiente mediático onde os direitos das crianças são visíveis, respeitados e defendidos, e onde cada história contribui para a construção de uma sociedade que coloca a dignidade e os melhores interesses da criança no seu centro.


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